Acordei muito cedo hoje pela manhã para acompanhar a cerimônia religiosa fúnebre do Papa Francisco — um homem que encantava os fiéis por onde passava e falava com a alma sobre o amor, o perdão e a compaixão divina.
Discursou com humildade e destemor sobre os males produzidos por um secularismo desprovido do amor de Deus — que gera guerras, discriminação contra estrangeiros, escravidão, pobreza humana, corrupção, entre tantos outros problemas da sociedade moderna: materialista, cega e impiedosa, que não olha para os pobres e menos favorecidos.
A cerimônia religiosa foi acompanhada na Praça São Pedro por mais de 200 mil pessoas e mais de 50 estadistas. Um recorde!
A beleza do ritual, apesar da tristeza visível nas pessoas, foi indiscutível. O planejamento, a organização, os cânticos e a homilia proferida pelo Cardeal Giovanni Battista foram arrebatadores.
Como seria bom se a sociedade que hoje o aclamou e acompanhou o traslado de seu caixão até a Basílica de Santa Maria Maggiore se voltasse para a profundidade de seus ensinamentos ao longo do seu papado — e os colocasse em prática. Com toda certeza, nos tornaríamos melhores e também mais próximos de Deus, fonte de todo o bem.
Eis alguns de seus conselhos:
- “Olhe para o guarda-roupa da alma: quantas coisas inúteis você tem, quantas ilusões estúpidas. Voltemos à simplicidade, às coisas reais que não precisam de maquiagem.”
- “Juntos no amor, nós cristãos podemos mudar o mundo, podemos mudar a nós mesmos, porque Deus é amor.”
- “Das mãos de Deus recebemos um jardim; aos nossos filhos não podemos deixar um deserto.”
- “Que o ódio dê lugar ao amor, a mentira à verdade, a vingança ao perdão, e a tristeza à alegria.”
Francisco, descanse em paz. Obrigado pela sua luta intransigente contra os males do presente século. Que nós — homens e mulheres, jovens e crianças — nos rendamos ao Deus que nos criou e nos protege todos os dias de nossas vidas.
Escrito e postado por Gutemberg B. de Macedo, presidente da Gutemberg Consultores.


