Vivemos na Era dos Influencers. Muitos deles não são dignos de serem ouvidos ou seguidos, pois são desprovidos de valores humanos. Na verdade, são corruptores dos bons costumes e destruidores dos verdadeiros valores civilizatórios. Eles incentivam o ódio, a violência, a prostituição infantil, a discriminação em todas as suas formas e até mesmo o suicídio.
O mundo atual necessita de “influencers” que primem pela verdade, honestidade e pelos valores do verdadeiro cristianismo, como aqueles pregados pelo Papa Francisco e por outros homens e mulheres do bem.
Sim, precisamos de “influencers” que denunciem com vigor e amor os problemas do presente século: a desigualdade, a pobreza, a falta de perspectiva e oportunidade, a injustiça em todas as suas formas, a corrupção crônica e a imoralidade que corroem os alicerces da sociedade.
Sim, precisamos de “influencers” que nos inspirem, que elevem a barra, que sejam como faróis a orientar aqueles que navegam em alto mar na escuridão. Que despertem nossas mentes para aquelas coisas que nos dão esperança e vontade de viver a vida intensamente. Que nos ensinem a viver o presente, sem nos preocuparmos excessivamente com o futuro. Afinal, como disse o Cristo ressuscitado: “Basta a cada dia o seu próprio mal.”
É bem provável que muitas pessoas digam: “Eu sou uma pessoa insignificante para me tornar um influencer neste mundo complexo, confuso e ambíguo.” Nada mais distante da verdade. Todos nós, por mais humildes que nos consideremos, podemos nos tornar “influencers do bem”. Veja os homens que Cristo escolheu para disseminar seus ensinamentos. Todos eram, aparentemente, homens desprezíveis.
Caro leitor, nunca pense que você não é ou não pode ser um influencer. Você se torna um influencer quando recomenda a leitura de um livro que leu, e seu amigo o devora. Você se torna um influencer quando elogia uma pessoa e ela começa a se amar mais. Você contribui para elevar sua autoestima.
Você se torna um influencer quando deixa marcas na alma das pessoas que nunca serão apagadas. Você se torna um influencer quando abraça alguém que está triste e a consola. Você é um influencer quando livra alguém do perigo ou do erro. Você é um influencer quando recomenda para um amigo uma música que ouviu e gostou. Você é um influencer quando, após uma bela viagem de férias, recomenda o destino a alguém.
Caro leitor, se você nunca leu o livro “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas”, de Dale Carnegie, publicado há mais de 80 anos, sugiro que o faça. Nunca pense que você não é ou não pode influenciar para melhor o mundo. Você pode e deve.
Lembre-se das palavras de Ducati: “A palavra induz, o exemplo conduz. Seja um influencer do bem” e guarde em sua mente e coração as palavras do Papa Francisco: “Se o mal é contagioso, o bem também é. Deixemo-nos contagiar pelo bem!”
Gutemberg de Macedo


